terça-feira, 29 de maio de 2012


ONDA CONSERVADORA



Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo seu próprio interesse.

Uma frase que me orienta sobre como procedem as empresas capitalistas é de Adam Smith, quando diz que o açougueiro, ao expor carnes apetitosas e sadias, não está preocupado com a nutrição da população: ele quer ganhar dinheiro. Para isso, precisa servir um produto de qualidade, pois do contrário perde clientela e dinheiro. É preciso satisfazer o cliente que sempre tem razão.

Foi esse achado de Adam Smith que me fez pensar sobre o porquê da TV Globo destacar a Marcha para Jesus no dia 19 de maio, se nunca antes tinha dado importância para a fé evangélica de parte da população. Se toda empresa capitalista quer ganhar dinheiro, buscando satisfazer os interesses de seus clientes, a Globo deve estar percebendo que os clientes dela estão embarcando em outra onda, cujos valores a população cristã advoga.


Todos sabem que, há tempos, a emissora platinada destaca o progressismo como sendo o modelo moderno de conduta para a sociedade. Se o objetivo é ganhar dinheiro, como dizia Adam Smith, era possível que o destaque ao comportamento progressista fosse a estratégia de trabalho para a manutenção dos lucros.

Mas agora, parece que o tema para o lucro está cambiando. As últimas novelas alcançaram altos índices de audiência quando valores tradicionais do trabalho e da família foram o enredo central do drama.

“...A Marcha dos Cristãos também se propõe a ressaltar temas que lhes são caros, como a Liberdade de Expressão, a Liberdade Religiosa, a Vida e a Família Tradicional.”

Como as grandes empresas se utilizam de um sistema que cataloga os comentários dos clientes, é possível que alguns indicadores  produzidos indiquem uma nova razão da classe média que surge.
Poderíamos apontar o reflorescimento dos valores tradicionais nessa nova classe média?

A nova classe média produziu a marcha dos 300 mil cristãos pelas ruas do Rio de Janeiro, enquanto a marcha progressista para a liberação da maconha reuniu pouco mais de 200 pessoas em São Paulo. A Marcha dos Cristãos, além de aglutinar a multidão sob a bandeira dos princípios religiosos, também se propôs a ressaltar para o Governo temas que lhes são caros, como a Liberdade de Expressão, a Liberdade Religiosa, a Vida e a Família Tradicional.

Essa onda conservadora indica que veio para marcar a sociedade, porque parece acompanhar a ascensão social da população que acredita no trabalho como meio de progresso.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça, 29 de Maio de 2012 às 20:35


sexta-feira, 18 de maio de 2012


PROJETO DE AMOR



O casamento é um projeto de amor que vai se realizando progressivamente: na decisão livre e pessoal dos cônjuges em amar um ao outro e seguir amando; na mútua entrega e aceitação de todos os dias; na generosidade; na união vivida e conquistada a cada dia; no compartir das alegrias e dissabores. Resumindo: é um processo, um caminho, não uma linha de chegada.


Chamamos amor a experiência intensa de haver encontrado a pessoa que estávamos esperando desde sempre. É sentir que estamos tocando o céu com as mãos, que a felicidade existe.

Chamamos amor a capacidade que temos de procurar o bem da pessoa amada; a entrega generosa e incondicional; a preocupação e cuidado com o cônjuge. É prestar-lhe atenção, ter tempo para estar juntos, ouvir suas histórias e respeitar seu silêncio.

Chamamos amor o algo mágico e maravilhoso que alguém despertar em nós: a possibilidade de admirar e ser admirado, valorizar e ser valorizado não pelo que fazemos e sim pelo que somos. Mas essa sensação mágica necessita ser cultivada para que não se perca o encanto.

Ainda mais. O amor é feito de muitos e diversos ingredientes. De atração e comprometimento. De paixão e serenidade. De emoção e inteligência.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 18 de Maio de 2012 às 10:08



domingo, 13 de maio de 2012

CASAMENTO HOMOSSEXUAL

 

Com o desenvolvimento econômico e social, a população brasileira vem assistindo ao crescimento de movimentos sociais que não se justificariam, haja vista o índice da aprovação do governo ser alto e o do desemprego ser residual.

 

Esses movimentos parecem querer reformas no comportamento social dos indivíduos, porque se organizam para protestar a favor de alguma liberação ou para declarar publicamente a identidade que julgam ter.


Eles se manifestam não considerando se a maneira de buscar a autoestima, aceitação social e respeito dos outros ofendem ou não convicções de outras pessoas com pensamento divergente. Atrapalham o direito de ir e vir, invadem propriedades e ofendem crenças de outras pessoas.

Deve-se ressaltar que a maioria silenciosa conservadora do Brasil não tem um preconceito explícito contra os homossexuais, como comprova a historiografia cultural de Madame Satã, de Roberta Close e de Rogéria. Todos tiveram os seus momentos de glória justamente por serem gays.


O encarte Eu & Fim de Semana, do dia 13 de abril, do Jornal Valor Econômico trouxe uma pesquisa que reforça a quase inexistência, na sociedade, de preconceito contra os homossexuais. Ainda que 68,3% dela não concordem com beijos Gays nas novelas, 74,5% da classe média conservadora não tem dificuldade em aceitar as pessoas como são, seja qual for sua orientação sexual.

O conservador entende que o comportamento sexual é uma prática entre 4 paredes, mas não aceita que a ideologia desses movimentos venha interferir, ainda que indutivamente, na família de cada um, porque compreendem que o lar é sagrado.

A questão fundamental para os conservadores não é em relação ao comportamento individual, mas o avanço do governo e de grupos organizados sobre como educar os filhos. Ou seja, sexo é para 4 paredes.

Hipocrisia da classe média conservadora? Não, prevenção de valores próprios. É de esperar-se que a população conservadora não deve contrapor-se à união civil entre homossexuais, porque a união diz respeito exclusivamente a eles, que são maiores e conscientes do que querem para si.


Entretanto, outra coisa seria esse mesmo par homossexual poder adotar um filho. Que valores seriam passados ao filho? A maioria conservadora provavelmente não concordaria com a adoção por pares homossexuais, porque acredita que o exemplo dos pais é a principal educação que o filho pode receber.

Os próprios militantes da causa não chegam a um consenso sobre o motivo de serem gays. Há uma corrente de investigação que considera que ser gay não é um questão de escolha, porque a inclinação sexual seria inata e já estaria definida desde o nascimento. A outra corrente defende que ser gay é uma questão sociológica da liberdade de opção sexual.

Conservadores são também cuidadosos. Vai que não é inato o comportamento sexual. A questão para os conservadores não é se homossexualismo é bom ou é ruim, mas sobre os resultados futuros que a união homossexual pode desencadear, para os filhos adotados.

Será que o filho não vai ser levado a ter o mesmo comportamento que os pais se o homossexualismo não for inato? Será que o progressismo social pode ir tão longe, a ponto de expor inocentes a comportamentos não convencionais?

O progressismo social já demonstra fragilidade argumentativa na questão da sexualidade. Se, afinal, a ideologia do comportamento sexual é tão progressista, por que será que agora os homossexuais querem casar, se há menos de 50 anos, o feminismo progressista pregava o amor livre, alegando que casamento era a escravidão e a submissão da mulher perante o macho dominador? Que progressismo estaria certo nas suas premissas ideológicas, o feminismo ou o homossexualismo?

Desconfiado como um bom conservador pergunto, qual é a vantagem de os homossexuais casarem, para depois sentirem-se escravizados a uma relação, se eles podem tê-la livremente para vivenciarem a emoção que quiserem?

Qualquer decisão livre deve caber às pessoas maduras e conscientes dos riscos. Por isso, se homossexuais querem ter uma união estável, essa é uma decisão de foro íntimo de cada um, cuja moralidade estaria limitada a 4 paredes. Entretanto, um filho presente nessa união teria a segurança limitadora das 4 paredes? Conservadores são céticos!


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 13 de Maio de 2012 às 14:15


quarta-feira, 9 de maio de 2012


COMO LIDAR COM PROBLEMAS




O que você faz quando tem um problema? Você se preocupa? A maioria de nós, sim. Mas a preocupação resolve o problema? Não, não resolve. Então, se a preocupação não resolve o problema, por que se preocupar?

Ezequias nos deu uma ideia para a solução de problemas: “Recebendo, pois, Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros e lendo-as, subiu à casa do Senhor; e Ezequias as entendeu perante o Senhor. E orou Ezequias perante o Senhor e disse: Ó Senhor, Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.”


Então Ezequias orou: “Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor Deus.” (2 reis 19.14-15, 19)

A oração desprendida de Ezequias tinha um propósito que Deus não poderia ignorar.

Ezequias, que estava acostumado a levar seus problemas a Deus, levou diretamente ao Senhor o problema do rei da Assíria que estava prestes a atacar Jerusalém. E Deus respondeu, fazendo com que milagrosamente aquele rei poderoso fosse derrotado.

Em vez de nos voltarmos para Deus como primeira instância, muitas vezes vamos para ele como nosso último recurso.

Siga a fórmula de Ezequias. Volte-se primeiro para Deus com seus problemas, porque só ele é capaz de manejá-lo de uma forma que seja para o seu melhor interesse.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta, 09 de Maio de 2012 às 10:50


sábado, 5 de maio de 2012


DEPUTADO 7 DIAS POR SEMANA



Frequentemente, somos questionados a respeito do volume de trabalho de um deputado com relação aos seus subsídios.  Não vou me estender na discussão sobre valores, pois é claro que o país, a despeito de todos os avanços sociais obtidos, ainda tem uma maioria esmagadora da população sobrevivendo com o salário mínimo ou aquém. Frente a esse fato, qualquer referência pode parecer gritante.

Mas o que tem causado espécie entre nós, pela falácia do argumento apresentado e sua repetição quase a exaustão, é a acusação de que o deputado trabalha apenas três dias, referindo-se os autores do sofisma aos dias da semana com sessão deliberativa.  É como se o trabalho parlamentar se restringisse a participar das sessões e comissões. E nós, deputados, assim como a população que efetivamente nos acompanha e nos cobra em nossas bases, sabemos que isso é falso.



Todos conhecemos a necessidade de se manter um vínculo com nossos eleitores. E esses, com exceção dos representados do Distrito Federal, raramente tem acesso aos meios necessários para nos visitar em nossos gabinetes parlamentares de Brasília. Mesmo em nossos Estados, o deslocamento pode ser difícil. Então, somos nós que temos que ir aonde o povo está.  E o fazemos relevando a própria convivência com nossa família.

Não direi que essa cota de sacrifício é impagável, já que é esse contato com os eleitores que oxigena nosso mandato. Que permite mantermos conectados com a realidade de quem nos proporcionou a oportunidade de representá-lo.

Se apenas 1% dos cidadãos que em mim depositaram a confiança de seus votos me procurarem, durante um mês, eu terei atendido uma média de 53 pessoas por dia. Se retirarmos os três dias de permanência mínima em Brasília, que muitas vezes, por questões de compromissos com autoridade federais, é prorrogado, a média sobe para mais de 453 atendimentos/dia.  Ou, impossíveis 18 entrevistas pessoais por hora.

Some-se a essa atividade, as visitas aos diretórios municipais, do PRB em São Paulo, que são mais de 450, onde mantemos acesa a chama da militância e trocamos experiências relevantes para a consolidação da vida partidária, e teremos claro que a vida de um deputado não se restringe aos dias em que seu expediente é dado em Brasília.


Podem não acreditar os críticos, mas durante nossos mandatos, somos deputados 24 horas por dia, sete dias por semana.  Para desespero, creio eu, de muitos em nossas famílias.

Evidentemente que a vida política no País tem problemas. E assim o é com o legislativo, espelho real de nossa sociedade, no que ela tem de mais brilhante e também de questionável.

Por isso, ouso afirmar que criticas como essas, atribuindo ao deputado um comportamento desidioso, que em nada se constata em nossa rotina, só pode ser fruto de pessoas ou grupos que querem ver o legislativo desmoralizado, o parlamento ajoelhado, a democracia ameaçada.

Posso afirmar que sou deputado sete dias por semana, 24 horas por dia. Mas, mais do que me preocupar com o relógio de ponto, espero que essa minha rotina parlamentar sirva exclusivamente para atender as expectativas de quem me trouxe até aqui: o eleitor.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sábado, 05 de Maio de 2012 às 20:47


domingo, 29 de abril de 2012


VIVER PELA FÉ



A vida de um cristão começa no dia de sua salvação!

Porém muitos cristãos frequentemente falam sobre uma espécie de dificuldade espiritual: algumas vezes sentem-se secos e sem entusiasmo; outras vezes sentem-se felizes e exultantes. Anseiam por um meio de vencer a vida seca e preservar a vida feliz e exultante.

Consequentemente, muitos sentem que sua vida está flutuando, pois parece não haver diferença entre orar e não orar; a Bíblia parece ser meras palavras impressas. Sentem que é errado não irem a igreja, mas quando o fazem, não sentem a presença de Deus.

Quando recebemos o Senhor Jesus como nosso Salvador pessoal, passamos a ter a vida eterna. Este é o dia mais feliz da nossa vida. Esta felicidade será perpétua? Não, este sentimento durará por apenas algum tempo, pois depois de certo período de tempo, embora a pessoa leia as Escrituras, ore e se aproxime de Deus como sempre o fez, ela pode sentir que sua alegria não é tanta como era logo após ter sido salva.


Nesta conjuntura, o diabo vem e fala: “Você está enganado; você não foi salvo”. Imaginamos ter cometido algum pecado para sentirmo-nos assim, mas ao mesmo tempo, não conseguimos notar nenhum indício de pecado.

Há um erro fundamental e um sério mal entendido em relação à experiência espiritual. Temos a impressão de que o que sentimos reflete o auge ou a queda em nossa vida espiritual. Por exemplo, suponhamos que eu perdi um relógio. Quando o encontro, fico feliz, mas após quatro ou cinco dias não tenho mais a mesma felicidade que tive ao encontrá-lo. Embora não tenha mais o mesmo sentimento de felicidade, meu relógio não foi perdido novamente. O que perdi foi o sentimento de felicidade da época em que o encontrei. Quando encontra o Salvador, você é salvo e não há como não ser feliz. Não só você está feliz; Deus também se regozija por sua causa. Se uma pessoa não se alegra ao ser salva, temo que ela ainda não tenha encontrado o Salvador.


De fato, você teve alegria quando foi salvo, mas este sentimento logo se foi, e você pode pensar que perdeu o que havia adquirido. Na verdade, o que um cristão sente é meramente sua condição de acordo com o seu sentimento, e isto não pode ser considerado como uma medida no julgamento da verdadeira condição de sua vida espiritual.

Às vezes agimos com uma criança que pensa que o sol desapareceu quando veio as nuvens. Se um cristão viver em seus sentimentos, seu céu sempre mudará e estará frequentemente coberto por nuvens. Por outro lado, se viver pela fé, seu céu nunca mudará, pois ele viverá acima das nuvens do sentimento e não dentro delas.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta, 29 de Abril de 2012 às 18:23





sexta-feira, 20 de abril de 2012


FAMÍLIA E PARENTELA



Falemos abertamente. As pessoas se enamoram de seu cônjuge e escolhem o seu par, mas não escolhem a chamada família política, que incluem os sogros e cunhados. Vai nascendo um relacionamento com o passar dos dias, em momentos compartilhados, na aproximação que pouco a pouco se constrói.

Agora bem, para ser um casal de marido e mulher, os filhos deixam a seu pai e a sua mãe, como ensina a Bíblia. Porém muitos levam para o seu novo lar a presença da sua própria família, que deveria tornar-se seus parentes.

 
No novo lar passa a conviver seis pessoas: o casal, e os sogros e sogras. E tal presença pode ser benéfica ou, como comumente acontece, nociva ao relacionamento do novo casal. Vejamos porque:

Cada um dos 2 leva na vida de casal a influência da sua própria família. Por exemplo, os padrões de comportamento, quer dizer, a forma de se relacionar com as pessoas e de expressar afeto, os princípios em que crêem e os valores que dão sentido a vida; também os costumes as tradições, os rituais familiares de celebração. É a herança familiar, o legado cultural que cada um passa a incluir na vida conjugal.

A relação conjugal não pode reproduzir a forma de relação dos pais nem o novo lar pode ser um transplante do lar de um dos dois.

Até porque, cada um leva na vida conjugal a marca que deixa na alma o amor dos pais, sua ternura e suas preocupações, junto com os traumas e as cicatrizes das experiências dolorosas.

Muitas vezes a presença da família causa dano porque, ainda que fisicamente os filhos tenham deixado o lar paterno, não cortaram o cordão umbilical, não se tornaram independentes de seus pais ou de sua carteira, seguem apegados à saia da mamãe.

Ou porque os pais não entenderam que o filho tem que fazer a sua vida de adulto, que tem que deixar de ser filho ou filha de família para assumir as responsabilidades conjugais.

Isto não é sempre fácil, porque a ruptura é dolorosa. Porque dói deixar o refugio, sair da segurança que oferecem os pais, e nem sempre se tem a independência emocional para conquistá-lo. Mas é um alvo a ser alcançado pela felicidade do casal.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta, 20 de Abril de 2012 às 22:59