ONDA CONSERVADORA
Não é da benevolência do
açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas da
consideração que eles têm pelo seu próprio interesse.
Uma
frase que me orienta sobre como procedem as empresas capitalistas é de Adam
Smith, quando diz que o açougueiro, ao expor carnes apetitosas e sadias, não
está preocupado com a nutrição da população: ele quer ganhar dinheiro. Para
isso, precisa servir um produto de qualidade, pois do contrário perde clientela
e dinheiro. É preciso satisfazer o cliente que sempre tem razão.
Foi
esse achado de Adam Smith que me fez pensar sobre o porquê da TV Globo destacar
a Marcha para Jesus no dia 19 de maio, se nunca antes tinha dado importância
para a fé evangélica de parte da população. Se toda empresa capitalista quer
ganhar dinheiro, buscando satisfazer os interesses de seus clientes, a Globo
deve estar percebendo que os clientes dela estão embarcando em outra onda,
cujos valores a população cristã advoga.
Todos
sabem que, há tempos, a emissora platinada destaca o progressismo como sendo o
modelo moderno de conduta para a sociedade. Se o objetivo é ganhar dinheiro,
como dizia Adam Smith, era possível que o destaque ao comportamento progressista
fosse a estratégia de trabalho para a manutenção dos lucros.
Mas
agora, parece que o tema para o lucro está cambiando. As últimas novelas
alcançaram altos índices de audiência quando valores tradicionais do trabalho e
da família foram o enredo central do drama.
“...A Marcha dos Cristãos
também se propõe a ressaltar temas que lhes são caros, como a Liberdade de
Expressão, a Liberdade Religiosa, a Vida e a Família Tradicional.”
Como
as grandes empresas se utilizam de um sistema que cataloga os comentários dos
clientes, é possível que alguns indicadores produzidos indiquem uma
nova razão da classe média que surge.
Poderíamos
apontar o reflorescimento dos valores tradicionais nessa nova classe média?
A nova
classe média produziu a marcha dos 300 mil cristãos pelas ruas do Rio de
Janeiro, enquanto a marcha progressista para a liberação da maconha reuniu
pouco mais de 200 pessoas em São Paulo. A Marcha dos Cristãos, além de
aglutinar a multidão sob a bandeira dos princípios religiosos, também se propôs
a ressaltar para o Governo temas que lhes são caros, como a Liberdade de
Expressão, a Liberdade Religiosa, a Vida e a Família Tradicional.
Essa
onda conservadora indica que veio para marcar a sociedade, porque parece
acompanhar a ascensão social da população que acredita no trabalho como meio de
progresso.
Por: Bispo Antonio
Bulhões
Data: terça, 29 de Maio de 2012 às 20:35









